SINDICATO DOS SERVIDORES

DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

DO ESTADO DA BAHIA

Data: 25/01/2015

RELAÇÃO ENTRE FÉLIX MENDONÇA E MARCELO NILO CONTINUA TENSA

O clima de guerra entre o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), e o presidente estadual do PDT, deputado federal Felix Mendonça Jr., só aumenta.

O clima de guerra entre o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), e o presidente estadual do PDT, deputado federal Felix Mendonça Jr., só aumenta.

A crise se agravou após as movimentações do governador Rui Costa (PT) de retirar o PDT da sua base de sustentação.

Nilo, que não concordava com o jogo duplo de apoio que também tinha o pé na Prefeitura de Salvador, agora capitania um apoio dos deputados e quer se viabilizar como presidente da sigla. No entanto, Félix rivaliza por conta do contexto criado.

O comandante partidário não esconde o seu desafeto com Nilo. Ao comentar a contenta, apesar de tentar colocar panos quentes para não dar mais gravidade à situação, alfineta o seu colega de agremiação.

Sobre o apoio que os deputados deram ao governador após a sigla sair da base, o presidente, à Tribuna, preferiu não comentar. “Muito cedo para analisar. Vamos deixar a poeira baixar e ver como fica”, afirmou, sem querer entrar em detalhes.

“A forma como ele age, ele quer ser tudo: governador, vice-governador, presidente de partido, presidente da Assembleia e até Rei Momo. Quer ser candidato a tudo, e existe uma ânsia por cargos e poder, e eu não tenho isso”, completou.

O pedetista confirmou as divergências internas e sentenciou que não deseja ter relações pessoais com Nilo. “Eu só aturo na relação partidária. Ele [Nilo] não se conforma que eu fui escolhido presidente, não se contenta. Mas as pessoas são menos importantes que o partido”, disse.

O futuro do partido ainda é um mistério. Segundo Félix, a ideia agora é estruturar as bases e provocar o crescimento da sigla no estado. “Vamos ter eleições internas, mas meu foco agora é ampliar o nosso leque de quadros para que possamos formar uma estruturação e chegar nas eleições com uma relação de nomes mais forte”,  concluiu.

O seu rival da disputa da presidência, Marcelo Nilo, chegou a dizer que o atual presidente acende “uma vela pra Deus e para o Diabo” com a recente articulação anunciada com Carlos Lupi (PDT), presidente nacional, não acatada por Rui.

Para tanto, o deputado ainda chegou a criticar o adversário pela condição financeira dele. “Vive em bercinho de papai, bercinho de ouro. Ele é acostumado a receber esporro de ACM e quer dar esporro nos outros. Eu vi a fome, eu vi a sede. Os votos dele de quatro anos atrás são totalmente diferentes de agora, porque são votos de uma relação econômica”, disparou.

Ele reafirmou a sua aliança com o governador. “Isso é um problema do governador Rui Costa. Sou aliado, sou parceiro, e ele tomou uma posição política de que o partido tem que ficar só no governo do estado, não na Prefeitura. Eu tenho uma relação profunda com o governador e ele disse com muita clareza: ‘só aceito se for com exclusividade’.

Félix tomou uma posição diferente. Eu me dou muito bem com o prefeito ACM Neto. Nos respeitamos. Mas eu sou aliado é do governo do estado”, afirmou em entrevista à Rádio Metrópole.

Fonte: Tribuna da Bahia

 




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