SINDICATO DOS SERVIDORES

DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

DO ESTADO DA BAHIA

Data: 13/08/2015

Servidores da ALBA se alimentam em local insalubre

Os servidores da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA) estão se alimentando em local insalubre. O refeitório da Casa está com infiltrações, umidade e mofo nas paredes e no teto.

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Os servidores da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA) estão se alimentando em local insalubre. O refeitório da Casa está com infiltrações, umidade e mofo nas paredes e no teto. A situação, denunciada pelo Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (SINDSALBA), pode ser altamente prejudicial à saúde, visto que o local ideal para alimentação deveria ser limpo e arejado.

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Nutricionista explica os malefícios que a umidade e o mofo podem trazer para a saúde. (Foto: arquivo pessoal)

De acordo com a nutricionista clínica, Ludmila Tripodi, além de prejudicar a vias respiratórias, a umidade favorece o crescimento bacteriano nos alimentos e tanto o manuseio quanto a alimentação em um local desse tipo pode gerar uma contaminação. “Pessoas que se alimentam em locais com elevada umidade tem a possibilidade de se contaminarem, pois os alimentos ficam mais propensos a contaminação”. A nutricionista ainda explica que as bactérias gostam de ambientes úmidos e alguns alimentos ficam mais predispostos a contaminação. “Alimentos mais secos, como o pão, são mais propensos a serem alterados pelos mofos, os xaropes e mel, pela grande quantidade de açúcar, favorecem o crescimento de leveduras e os alimentos úmidos, como leite, carne, pescado e ovos, comumente são alterados por bactérias”, esclarece a nutricionista.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) orienta que Os alimentos sejam armazenados de forma a impedir a contaminação e/ou a proliferação de microrganismos. Ainda de acordo com a ANVISA, o local de armazenamento deve ser limpo, sendo os alimentos mantidos separados por tipo ou grupo, sobre estrados distantes do piso, ou sobre paletes, bem conservados e limpos ou sobre outro sistema aprovado, afastados das paredes e distantes do teto de forma a permitir apropriada higienização, iluminação e circulação de ar.

 

 

Procurada pela equipe de reportagem do Sindsalba para informar os procedimentos adotados pela Casa, a nutricionista responsável pelo refeitório da ALBA, Terezinha Raposo, informou que não poderia responder aos questionamentos e que todas as perguntas sobre o refeitório deveriam ser encaminhadas a assessoria de imprensa da Assembleia. A equipe entrou em contato com a Ascom que solicitou o envio das perguntas para o email do jornalista responsável, mas até o fechamento desta matéria a tentativa de contato não havia obtido retorno.

 

Para o presidente do Sindsalba, Flávio Abreu, a situação é preocupante.  “É inadmissível que um local onde deveria prezar pela higiene encontre-se dessa forma. Nós nos alimentamos ali diariamente e estamos propensos a diversas doenças. A única coisa que a administração fez, após o contato do Sindsalba e da nossa reportagem, foi raspar o mofo, mas isso é apenas um paliativo e está longe de ser uma solução” protesta Abreu.




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